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May 2016

    E TU, O QUE QUERES SER QUANDO FORES GRANDE?

    – Bombeiro.

    – Médico

    – Astronauta.

    – Eu quero ser chefe como a minha mãe.

    – E tu Joãozinho? O que queres ser?

    – Eu quero ser feliz.

    Não compreendes a intenção da pergunta, Joãozinho?

    – A Professora é que não compreende a intenção da vida.

    Enquanto crescemos vamos juntando papéis ao nosso “eu”. Máscaras que usamos nas diferentes situações sociais e pessoais. Quando questionamos tudo, começamos a fazer o caminho inverso de volta a onde tudo começou, no “eu”.

    Como pais, respeitar a autenticidade dos nossos filhos permite-lhes terem espaço e aceitação pelo que eles são, para crescerem ligados ao que realmente sentem, precisam e acreditam. No caminho, com os desafios da parentalidade, temos uma oportunidade única de sermos “eu” outra vez e inspirarmos os nossos filhos com a nossa autenticidade.

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    COMO FALAS COM O TEU FILHO? E CONTIGO?

    Nos próximos dias, presta atenção. Usa uma mente de principiante e aproveita para ver como falas com o teu filho. Repara na tua linguagem corporal quando falas com ele e se o teu corpo está em tensão ou não. Onde estão as tuas mãos? Os braços estão cruzados? Ou numa posição mais receptiva? E o olhar? Ao nível da criança ou uns bons palmos acima?

     

    Começa a tomar consciência, devagar. Sem pressas e principalmente sem julgamentos.

     

    Repara também nos pensamentos que tens sobre ti, aqueles que teimam em voltar e questiona se são mesmo teus.

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    OS MENINOS QUE COMEM DEVAGAR VÃO PARA A SALA DOS BEBÉS

    Ontem o meu filho chegou a casa a deitar fumo pelas orelhas porque alguém na escola lhe disse “Estás distraído, pareces um bebé!” Ui.

    Para mim, se me disserem pareces um bebé, penso logo que os cremes antirrugas funcionam lindamente, que estou com uma pele óptima e com uma aparência fresca e catita. Ou seja, depende do significado e da carga emocional que dou à palavra. Não sei porquê, nos infantários querem tanto que as crianças pequenas façam “coisas de crescidos” que tornaram a palavra “bebé” ofensiva. Representa incapacidade, preguiça, lentidão e inferioridade (o que pode mesmo alterar a forma como uma criança olha para um irmão bebé).

    Um bebé é tudo menos isso. É fabuloso! E é assim que os nossos filhos se devem sentir todos os dias, especiais, amados e principalmente aceites.

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