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August 2017

    FRASE CATITA

    Não te prendas ao que correu menos bem. Foca a tua atenção no que podes fazer AGORA de forma diferente, e em tudo o que aprendeste pelo caminho.

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    Manual de sobrevivência ao “Mãe, eu querooooooooooo!”

    Em férias, e não só, um dos passeios mais comuns de todos os pais, são as visitas ao supermercado. Todos temos a mesma ideia, ou a mesma necessidade, e os supermercados junto aos locais invadidos nas férias enchemmmmm.

    Eu e o pequeno catita fomos à aventura e entrámos num deles. Não tinha hipótese. Eu tinha MESMO de comprar uma série de coisas.
    Assim que as portas automáticas abriram, o frenesim começou. Pareciam piranhas que devoravam as montanhas de pão, as paletes de leite, os caixotes de frescos e as frutas empilhadas. Sentia-se uma excitação no ar. Uma urgência. Uma vontade de comprar.

    O motor do pequeno catita começou a aquecer. A aquecer. As perninhas a ganhar velocidade… o dedo apontador a esticar… Ui cá vamos nós. “Mãeeeeeee! Eu quero isto! Eu quero aquilo! E bolachas. Estas bolachas. Este sumo! Eu querooooooo!” A minha cabeça rodopiava com tanto pedido.

    Quem me conhece, sabe como valorizo uma alimentação equilibrada. As comidas processadas e os refrigerantes não são visitas normais na nossa casa. Tudo para que ele apontava, eram “alimentos” que não me sinto nada confortável em comprar. Enquanto ele apontava e pedia, cada vez com mais insistência, o meu motor também aumentava as rotações. Ou eu começava a disparar “NÃOS!” à velocidade da luz, o que certamente iria acelerar ainda mais o motor do pequeno catita, ou tinha de pensar noutra coisa qualquer. Rapidamente. Tinha de o ajudar a passar do cérebro reactivo para a parte que consegue pensar, equacionar e tomar decisões.

    Comecei a pensar em mim. Porque razão é que eu não gosto de comprar aquelas coisas? O que me faz tomar a decisão de comprar ou não? Os ingredientes! Leio sempre os ingredientes e com base nisso, tomo a minha decisão. Decidi dar ao pequeno catita a mesma opção, num jogo acabadinho de inventar, chamado “O incrível jogo do adivinha se isto é bom para a saúde”. As regras eram simples (tinham de ser, foram inventadas ao pé dos congelados e eu já estava cheiiinha de frio). Pegar em cada uma das coisas que o pequeno catita queria comprar, ler cada um dos ingredientes, e deixar a ele a tarefa de, com o polegar para cima, ou para baixo, definir se era um ingrediente fixe, ou nada-fixe.
    “3, 2, 1, começar!” Pegou num pacote de bolachas e lá fomos nós: “Farinha de trigo!” E um polegarzinho para cima, apareceu do outro lado. (Este é discutível mas achei que tinha de manter as coisas simples). “Açúcar!” Polegarzinho para baixo. “Butil-hidroxianisol butilado e hidroxitolueno!” Baixou o polegar e largou o pacote. “Não quero isto!” No meio de vários polegares para cima, e muitos polegares para baixo, todos os pacotes ficaram pelo caminho.
    Agora com a ajuda dele, voltei às minhas compras. Num instante, estávamos de volta ao nosso carro com a bagageira recheada de alimentos avaliados pelo pequeno catita ao pormenor. MÃE, EU QUERO IR PARA CASA! gritou do banco de trás. “EU TAMBÉM QUEROOOOOOOOOOOOOO!” gritei alegremente do banco da frente.

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids

     

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    COMO SOBREVIVER A UMA BIRRA SEM PERDER A CABEÇA

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    Precisas de uma Poção Mágica ao pequeno-almoço? Então, esta OFERTA é para ti!

    Ser mãe ou pai é um filme. A comédia de enfiar todas as malas de férias na bagageira. O terror de pisar um lego com o pézinho descalço. As manhãs de aventura para chegar a horas. O suspense na hora de comer os brócolos…
    Para celebrar a animação que é a vida de todos nós, a Mãe Catita, em parceria com a Medeia Filmes, tem 5 bilhetes de cinema duplos por fim de semana para oferecer até 1 de Outubro.

    “Monumental dos Miúdos” é um ciclo de 14 filmes de animação que prometem animar toda a família. Dos êxitos mais recentes, aos clássicos de Chaplin e Tati, vão deixar, certamente, os vossos fins de semana mais coloridos.

    É TÃO FÁCIL PARTICIPAR:
    1- Gostar da página da Mãe Catita e partilhar o post sobre esta promoção no teu feed. Post AQUI!
    2 – Escrever  nos comentários, se a tua vida familiar fosse um filme, qual seria o género? Uma comédia, um filme de ação ou um filme de suspense? Cá por casa, por exemplo, com o número de horas de karaoke era certamente um musical!
    3 – Depois, é só fazer tag de 2 amigos no teu comentário.
    4- O primeiro concurso termina às 21h de quinta feira, dia 24 de Agosto. Os vencedores serão sorteados pelo random.org e avisados de seguida. Cada vencedor receberá uma entrada dupla (válido para um adulto e uma criança) e terá que escolher até às 15h de sexta, dia 25 de Agosto, se quer ir à sessão de sábado ou de domingo.

    Assim que os vencedores para os dias 26 e 27 de Agosto estiverem apurados, começamos tudo outra vez!

    1ª OFERTA DE BILHETES:
    Sábado, 26 de Agosto, 11h30
    ASTÉRIX: O DOMÍNIO DOS DEUSES de Louis Clichy e Alexandre Astier
    Domingo, 27 de Agosto, 11h30
    TEMPOS MODERNOS de Charlie Chaplin

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    COMO SOBREVIVER A UMA BIRRA SEM PERDER A CABEÇA

    Ui. Esses momentos muito desafiantes. Eles atiram-se para o chão e nós só temos vontade de fazer o mesmo. Eles perdem a cabeça, e a nossa vai atrás…

    No outro dia reparei que também eu faço birras, mas birras para dentro. Vá lá, multa dos senhores do parquímetro por 3 minutos de atraso? Birra. Centro comercial na véspera da véspera de Natal? Birra. Ir comprar o material escolar para o regresso às aulas, e ter de escrever 150 etiquetas com o nome do meu filho? Birra. Receber no meu aniversário um electrodoméstico? BIRRA! A diferença é que emocionalmente somos mais maduros, por isso, conseguimos lidar com todos aqueles sentimentos que nos invadem no momento (tirando a situação do electrodoméstico). Uma criança não consegue.

    Ao substituir a palavra birra por meltdown, temos uma noção mais clara do que realmente se está a passar. Quando o meu filho tem uma birra gigantesca, está a sentir-se assoberbado pelos sentimentos que o invadem e exterioriza-os em forma de birra. Está num avassalador loop emocional, do qual não consegue sair sozinho. Sabendo isso, em vez de querer “controlar” a birra, quero ajudá-lo. É um momento MIP, abreviatura do que eu chamo de “momento importante de parentalidade”, onde devemos agir de forma consciente de forma a apoiar a criança na sua aprendizagem.

    Isso é tudo muito giro mas ele está no chão do supermercado venha cá, aos gritos!

    Então, o que é que eu posso fazer, durante o processo meltdown para ajudar o meu filho?

    1 – Não me preocupar com o julgamento dos outros. Primeiro está o meu filho e o que ele está a sentir. Além disso, já todos passaram pelo mesmo.

    2 – Ter atenção para ele não se magoar, nem magoar ninguém. Se possível, levá-lo para um sítio mais tranquilo, onde consigam estar só um com o outro.

    3 – Lembrar-me que um comportamento desafiante é sempre um pedido de ajuda. Sem uma autorregulação emocional desenvolvida, o meu filho precisa de mim para se acalmar.

    4 – Reconhecer e aceitar os sentimentos e emoções do meu filho, criando um ambiente seguro para ele os expressar. Criar contacto visual e falar com uma voz calma “Estás mesmo zangado, não é? Estou aqui se precisares de mim.

    5 – No final, não guardar ressentimentos. A birra não é pessoal, é só uma birra. É o processo em que ele aprende a gerir as suas emoções fortes, e conta comigo durante essa importante aprendizagem.

    Da próxima vez que estiveres perante uma birra, ouve o verdadeiro pedido de ajuda do teu filho, vais ver que muda tudo, para os dois.

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