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January 2019

    TREINAR A NOSSA VOZ INTERIOR

    Se há situação em que notamos logo como é a nossa voz interior, é quando “queremos” ir ao ginásio, mas na verdade não queremos. No meio dos “vou mais ao fim do dia”, “2019 é que vai ser”, “amanhã é que há uma aula boa” e o “hoje está demasiado frio”, o nosso mindset está em “tenho de ir ao ginásio”. Quando não vou, sinto-me mal comigo própria, o que resulta em ainda menos idas ao ginásio. O “tenho de ir” tem a carga da obrigação e da falta de opção, o que despoleta uma falta de envolvimento da nossa parte. Parece que alguma força exterior me está a obrigar a fazer algo que não quero, o que também nos leva inconscientemente à procura do culpado. A nossa atribuição de culpa soa mais ou menos a isto “Tenho de ir ao ginásio porque fartei-me de comer no Natal!”, “Tenho de ir arrumar a casa porque vou ter cá um jantar mais logo”, “Tenho de ir às compras porque o meu filho come que se farta”. Isto faz com que ao executar qualquer uma destas tarefas, seja bastante difícil encontrar a mínima alegria no processo. Sentimo-nos à mercê de tudo o que temos para fazer, sem a mínima escolha.
    Quando trocamos o “eu tenho de ir” por “eu escolho ir”, esse poder e responsabilidade são-nos devolvidos. O nosso envolvimento cresce, e a nossa vontade também. Mesmo que ao princípio pareça um pouco estranho, quanto mais treinares mais habitual e natural fica o processo. É um clássico e poderoso “Fake it until you make it”.
    “AH! Mas eu não escolho ir às compras. Se eu não for o que é que se come cá em casa?” Todas as escolhas têm consequências. Se eu não comprar a comida, de facto ela não aparece. Quer dizer pode sempre aparecer uma pizza com a morada errada… mas há várias formas de comprar. Posso comprar online ou comprar no dia seguinte, e fazer o jantar com o que há em casa. Posso fazer jejum intermitente, ou acabar com todos os restos perdidos no frigorífico. Na verdade, tenho escolha entre várias hipóteses quando escolho ir às compras, apenas no momento não estou a tomar consciência das outras opções.
    Esta mudança na forma de verbalizar e ver as situações, deve ser passada aos nossos filhos desde cedo. Uma abertura de enquadramento e tomada de consciência das opções escondidas, que é a forma de os ensinar a terem um papel activo nas suas vidas. A envolverem-se, a importarem-se, a tomarem responsabilidade, a encontrarem novas soluções, a desenvolverem o seu potencial. Ensina-os a terem uma voz interior que os apoia, e uma autoestima saudável cheia de jogo de cintura.
    Ao encontrarmos o poder da escolha em nós, a nossa motivação dispara. Imediatamente. Por exemplo, eu hoje já com o saco da ginástica à porta disse para mim “Eu escolho ir ao ginásio”. Aí percebi que também me apeteciam igualmente outras opções: fazer yoga na sala, fazer uma caminhada para apanhar este sol de Inverno catita, ou fazer nada no sofá. Mas quando acrescentei “Eu escolho ir ao ginásio… para tomar banho SOZINHA sem ouvir ó mãeeeeeeee!”, peguei no saco, imediatamente, e saí a correr de casa altamente motivada.

     

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
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    DESCULPAS UNIVERSAIS PARA NÃO IR PARA A CAMA

    A hora de deitar, essa hora tãooooo criativa das crianças. Confesso que tirando o facto de por vezes estarmos MESMO cansadas, as desculpas deles são hilariantes. Ontem, ainda em período adaptativo pós festas o pequeno catita usou todo o seu repertório. Comeu como um adolescente em treino para o mundial de Sumo, fez xixi como uma grávida no último trimestre, bebeu água como se fosse hibernar, deu recados, fez dedicatórias amorosas, arrumou milimetricamente a mochila, deu comida ao gato e quando já tinha esgotado os truques habituais, pediu para treinar a leitura de forma a aperfeiçoar o seu português.
    No fundo ele só tinha saudades minhas. Estive o fim-de-semana todo em formação e a sua necessidade de conexão chamava por mim. Sentei-me um bocadinho ao pé dele, e com duas profundas respirações… adormeceu instantaneamente. E sabem que mais? Foi o momento mais catita do meu fim-de-semana.❤️
    E por aí, quais são as desculpas mais usadas na hora de ir para a cama?

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    Feliz Ano Cheio de Novas Oportunidades!

    Quando começamos queremos mudar tudo! Estamos cheios de objectivos, intenções ambiciosas que passado uma semana parecem pesar mais do que ajudar. Como posso realmente trazer uma mudança estruturada para a minha relação com o meu filho?
    1 – Em vez de querer mudar tudo ao mesmo tempo, dá micro passos. São pequenos, poderosos e vão dando uma crescente noção de conquista.
    2 – Cria algo que aos poucos vai fazendo parte de ti. Não te foques apenas no resultado que queres obter, mas no pai que queres ser.
    3 – Tem compaixão por ti nos dias menos bons. Troca os “eu sou sempre a mesma coisa” por “amanhã tento outra vez”. Sê o teu melhor amigo, e não o teu crítico mais feroz.

    O teu micro passo para este mês, é respirar fundo 3 vezes antes de reagires a algo que o teu filho fez, não fez ou disse. Experimenta por 21 dias consecutivos, o tempo necessário para mudar um hábito.

    Faz 21 quadradinhos para ires marcando o teu progresso diário. Dia a dia, nota com curiosidade as diferenças e sê gentil contigo na tua evolução.
    Desejo-te um novo ano cheio de oportunidades para desenvolveres as tuas pai-ferramentas, e ajudares o teu filho a desenvolver as suas competências para o futuro.

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