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Presença Plena

    TEMPO PARA CRESCER

    TEMPO.
    O tempo anda acelerado. Foge. Nada tem tempo para crescer, para amadurecer, para ficar. As relações não têm tempo para enfrentar desafios e crescer com eles. As plantas são forçadas a crescer ao tic tac do nosso tempo consumista, e não no seu tempo natural. As crianças não têm tempo para ser crianças. Os pais não têm tempo para eles próprios.

    O tempo é fundamental para nos ouvirmos. Sentirmos para onde queremos ir, aterrarmos de pés e cabeça atentos ao nosso coração. TEMPO é AMOR. É confiar, aceitar, estar presente. É dar estrutura, força e certeza.
    Por isso, dá-te tempo. Está tempo com os teus filhos. Agora é tempo de mudar.

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    CAÇA AO TESOURO CATITA

    Um dos jogos infantis que o pequeno catita A-D-O-R-A é a caça ao tesouro, onde as coisas mais simples são tesouros fantásticos!

    COMO APANHAR TESOUROS

    Faz uma lista de vários objectos, plantas, animais… o que descobrires no espaço onde estás. Puxa pela imaginação e vê o que te rodeia com o entusiasmo de uma criança. Pensa em objectos mais fáceis de encontrar, e outros mais desafiantes para tornar a experiência mais motivadora.

    TOCA A BRINCAR

    Dá a lista à criança para ela encontrar cada um dos mini tesouros até completar a “caça”. Ao encontrar algo da lista deve marcá-lo com uma cruz.
    No final, desenha um troféu e coloca o nome dos participantes da aventura lá dentro. Vão ser horas de pura diversão!

    O QUE ESTE JOGO ENSINA

    – A valorizar a presença, ao permitir à criança olhar para objectos do dia a dia com um novo olhar. Um pequeno grande exercício de mindfullness.

    – Promover a cooperação, quando jogado por uma ou mais crianças. Em conjunto conseguem atingir o objectivo final, passo a passo.

    – Trabalhar a organização, a criança tem de levar o projecto “Caça ao tesouro catita” do princípio ao fim. Uma tarefa complexa, dividida em várias etapas, até atingir o sucesso.

    – A lidar com a frustração, de encontrar com maior ou menor facilidade os mini tesouros.

    Queres mais jogos divertidos para trabalhar a autoestima e inúmeras outras áreas fundamentais? Então “EU SOU SUPER – Pequenos Exercícios para uma Grande Autoestima” é o livro certo para a tua família.

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    Uma entrevista catita na TSF

    A convite da Rita Costa da Pais e Filhos, a Mãe Catita esteve à conversa na TSF. Falámos sobre autoestima, comportamento, regras, os desafios na nova era digital e muito mais. Até falámos do meu truque especial para os momentos mais desafiantes. E, sabes o melhor? Podes ouvir TUDO no domingo dia 22, depois das 13h na TSF. Até domingo!

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    REGRAS PARA SER FELIZ

    Finalmente chegou o dia da reunião de família. Fazemos sempre uma, quando temos um assunto importante a tratar ou simplesmente quando nos apetece falar em modo reunião de condomínio catita e votar em qualquer coisa.

    Esta era uma reunião fabulosa-especial, era a reunião onde iriam ser definidas as regras da casa.

    Durante uma semana, cada membro da família, tirando o gato, tinha de pensar em duas regras importantes para a felicidade e bem-estar da nossa família. Estas seriam depois apresentadas e votadas na reunião pelos restantes membros. Após a reunião, seriam afixadas com lugar de destaque no frigorífico as “Regras da Casa Catita”.

    O pequeno catita, em grande euforia, apresentava as suas duas propostas a serem votadas. “Número 1: Não nos podemos magoar uns aos outros, no corpo nem no coração.” Fiquei um bocado atrapalhada-feliz com aquela primeira regra, ao pé das minhas a dele era muito mais madura e profunda. Tinha tantos níveis implícitos do que tentamos, apesar dos mais variados trambolhões, respeitar nele e em nós… Tinha empatia, cuidado com o outro, noção de que o coração se magoa tanto ou mais do que o corpo… Pensei que em vez de regra da casa, devia era ser regra do Mundo.

    Sem qualquer tipo de dúvida, a regra número 1 foi aprovada por unanimidade!

    “Número 2” gritava entusiasmado “Respeitar o tempo e o trabalho de cada um.” Ora bem, quem és tu e onde está o meu filho?! Os miúdos têm esta característica fabulosa de nos surpreender. Desde sempre que lhe explico como é importante termos o nosso tempo, darmos tempo e respeitarmos os outros no que estão a fazer. Refiro a importância de passarmos tempo sozinhos, de estarmos na nossa própria companhia, e de fazermos o que nos entusiasma para carregar a nossa pilha interior. Ele parecia não ouvir NADA do que lhe estava a dizer. E do nada, vem a regra número 2 cheia de respeito e consideração pelo outro. Foi neste momento, que pensei em dizer que o gato tinha comido o meu TPC das regras.

    Seguiu-se o pai catita com a regra número 3 “Todos os dias, passar 20 minutos em família.” Não temos todo o tempo do mundo, mas temos aqueles 20 minutos. Até podem ser passados no carro parados no trânsito a fazer coreografias idiotas com as músicas que estão a dar na rádio. Ou a dobrar os lençóis da cama, enquanto o pequeno catita mergulha animado por baixo deles. São 20 minutos em que estamos lá todos, juntos. Totalmente presentes.

    Regra número 4 “Não podemos ir dormir chateados uns com os outros”. Esta regra foi a única que definimos quando eu e o pai catita começámos a viver juntos. Nos dias em que ainda estávamos chateados na hora de dormir era MUITO incómoda, mas é tão importante para os sentimentos e pensamentos enrolados não crescerem dentro de nós como ervas daninhas que, aos poucos, nos separam um do outro. É uma espécie de restart do computador, em vez de levar a noite toda com um murro no estômago e vontade de morder em alguém. Antes de dormir, tínhamos de falar e resolver a situação. Ou pelo menos dar o primeiro passo, ou o primeiro abraço.

    Já eram quatro as regras aprovadas em família. A regra 5, surge de uma antiga e acarinhada tradição cá de casa. “Fazer uma refeição na mesa e uma no sofá, sempre juntos.” Ora na mesa, ora acampados no sofá com tabuleiros. É a nossa versão de pic-nic na sala. O importante é estarmos todos JUNTOS e a conversar!

    Regra número 6 “Contar sempre as coisas como elas aconteceram” . O ano passado, percebi que o pequeno catita não me contava filme todo. Usava uma versão trailer dos acontecimentos com os ingredientes que achava pertinentes e úteis para a sua versão. Para o ajudar a ser mais claro na sua comunicação e versão dos factos, inventei o jogo Contar as coisas como elas aconteceram”, que vai trabalhando de uma forma divertida o primeiro passo da comunicação não-violenta, a observação sem julgamento. Olhar com olhos de polícia para os acontecimentos e, apenas referir o que foi visto e ouvido. Para além do ajudar a ser mais objectivo e verdadeiro, trabalha a naturalidade de nos contar o que se passa na vida dele, criando e fortalecendo o canal de comunicação. Esta regra estendia-se agora a toda a família, por isso os “tu nunca lavas a loiça” echegas sempre atrasado/a” iriam ser substituídos por observações neutras que promovem o diálogo e não o ping-pong de acusações.

    A reunião acabou e todos se sentiam entusiasmados com as novas regras. Nos dias seguintes, perante alguma situação menos consciente, o pequeno catita referia que cá em casa cumprimos as regras, e apontava para o frigorífico. Sabes, quando as crianças se sentem parte do processo a sua vontade de colaborar é gigantesca porque sentem-se vistos, reconhecidos e ouvidos. Sabem que contam, e que nós também contamos com eles e com os seus pequenos dedinhos para nos apontarem o caminho para as regras mais importantes, as regras que nos fazem felizes.

     

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
    
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    AS COISAS COMO ELAS ACONTECERAM
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    COMO TIRAR O NOSSO CÉREBRO DO DARK SIDE?

    “Boa tarde, é da escola do pequeno catita. É a mãe dele?” “Sim…” digo eu já a pensar em “n” razões, nada positivas, porque me estão a telefonar, sendo que a maioria delas incluí algo digno de um episódio da Guerra dos Tronos. “Era para avisar que amanhã há visita de estudo.” O meu batimento cardíaco volta ao normal, e o meu cérebro larga a historinha que estava a imaginar, focando-se agora na visita de estudo, cheia de material novo por onde elaborar. Nunca vos aconteceu?

    E já repararam que quando perguntamos a alguém “Então, como estás?” abrimos a porta para uma corrente de coisas negativas? E que estas, levam-nos logo a pensar em outras tantas negativas que estão a acontecer na nossa vida? Mas quando alguém diz “Estou óptima e super feliz!” pensamos “Hum, deve andar a fazer meditação ou qualquer coisa new age!”

    Porque raio parece que o nosso cérebro está sempre atento ao que pode correr mal?

    Esta caraterística humana que leva o homem moderno ao esgotamento e ao stress, salvou-nos a vida enquanto caminhávamos pela natureza sem fim, rodeados de animais selvagens. O cérebro, funciona como um radar ligado que detecta perigo, e exagera a sua importância para nos deixar física e mentalmente preparados para a ação. Perante um estímulo, se não tivermos conscientes dos nossos pensamentos, entramos num ápice numa espiral de nuvens negras umas atrás das outras que montam um cenário dantesco. Ironicamente, no fim do turbilhão, o estímulo inicial nem aparece na equação.

    Na parentalidade, o nosso cérebro está assim, biologicamente ligado ao que pode correr mal. Normalmente vemos o quadro bem mais negro do que parece (negativity bias), e temos bastante dificuldade em aproximarmo-nos de qualquer situação de um ponto de vista neutro, meramente de observador.

    Há poucos dias, na reunião de pais do primeiro ano, os pensamentos negativos saltitavam aceleradamente de cabeça em cabeça. As preocupações dos primeiros trabalhos de casa, saltavam para a necessidade de irem para a sala de estudo para fazerem tudo bem, para passarem de ano com distinção, terem boas médias, irem para uma boa faculdade, terem um bom emprego. Ufa. Os pais saíram de lá esgotados, stressados e rodeados depensamentos-nuvem, apenas com as historinhas que iam sendo inventadas nas suas cabeças.

    Mas como posso contrariar esta espiral de nuvens negras?

    Está cientificamente provado que para anularmos um pensamento negativo temos de ter 3 positivos. Se o nosso radar está sempre virado para o mau, nunca damos oportunidade para o bom crescer. Por isso, se eu apenas me foco no que corre mal na minha relação com o meu filho, no seu comportamento mais desafiante, nas lutas do trabalho de casa, nunca dou oportunidade para o positivo crescer, nem nele e nem em mim.

    Ao alimentar o que não funciona, contribuo para que ele se sinta incapaz, errado, incompetente e sem espaço ou vontade para se focar no que pode fazer bem. Pelo contrário, quando nos sentimos bem connosco próprios, isso naturalmente reflete-se no nosso comportamento e na nossa produtividade.

    É igualmente importante perceber que pensamentos, não são factos, e que antes de os aceitarmos como tal, devemos olhar para eles com consciência e distanciamento.

    Para treinares o teu cérebro a não ir automaticamente para o dark side, tenho um TPC só para ti! Quando surgir um pensamento negativo, repara nele com curiosidade “Olha eu a pensar nisto!” e compensa com 3 positivos. Vais ver como o pensamento-nuvem desaparece mais depressa do que uma estrela cadente.

    Experimenta, e como dizia o Obi-Wan KenobiMAY THE FORCE BE WITH YOU.”

     

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
    
    

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    OS NEURÓNIOS SÃO UNS MACAQUINHOS DE IMITAÇÃO
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    Manual de sobrevivência ao “Mãe, eu querooooooooooo!”

    Em férias, e não só, um dos passeios mais comuns de todos os pais, são as visitas ao supermercado. Todos temos a mesma ideia, ou a mesma necessidade, e os supermercados junto aos locais invadidos nas férias enchemmmmm.

    Eu e o pequeno catita fomos à aventura e entrámos num deles. Não tinha hipótese. Eu tinha MESMO de comprar uma série de coisas.
    Assim que as portas automáticas abriram, o frenesim começou. Pareciam piranhas que devoravam as montanhas de pão, as paletes de leite, os caixotes de frescos e as frutas empilhadas. Sentia-se uma excitação no ar. Uma urgência. Uma vontade de comprar.

    O motor do pequeno catita começou a aquecer. A aquecer. As perninhas a ganhar velocidade… o dedo apontador a esticar… Ui cá vamos nós. “Mãeeeeeee! Eu quero isto! Eu quero aquilo! E bolachas. Estas bolachas. Este sumo! Eu querooooooo!” A minha cabeça rodopiava com tanto pedido.

    Quem me conhece, sabe como valorizo uma alimentação equilibrada. As comidas processadas e os refrigerantes não são visitas normais na nossa casa. Tudo para que ele apontava, eram “alimentos” que não me sinto nada confortável em comprar. Enquanto ele apontava e pedia, cada vez com mais insistência, o meu motor também aumentava as rotações. Ou eu começava a disparar “NÃOS!” à velocidade da luz, o que certamente iria acelerar ainda mais o motor do pequeno catita, ou tinha de pensar noutra coisa qualquer. Rapidamente. Tinha de o ajudar a passar do cérebro reactivo para a parte que consegue pensar, equacionar e tomar decisões.

    Comecei a pensar em mim. Porque razão é que eu não gosto de comprar aquelas coisas? O que me faz tomar a decisão de comprar ou não? Os ingredientes! Leio sempre os ingredientes e com base nisso, tomo a minha decisão. Decidi dar ao pequeno catita a mesma opção, num jogo acabadinho de inventar, chamado “O incrível jogo do adivinha se isto é bom para a saúde”. As regras eram simples (tinham de ser, foram inventadas ao pé dos congelados e eu já estava cheiiinha de frio). Pegar em cada uma das coisas que o pequeno catita queria comprar, ler cada um dos ingredientes, e deixar a ele a tarefa de, com o polegar para cima, ou para baixo, definir se era um ingrediente fixe, ou nada-fixe.
    “3, 2, 1, começar!” Pegou num pacote de bolachas e lá fomos nós: “Farinha de trigo!” E um polegarzinho para cima, apareceu do outro lado. (Este é discutível mas achei que tinha de manter as coisas simples). “Açúcar!” Polegarzinho para baixo. “Butil-hidroxianisol butilado e hidroxitolueno!” Baixou o polegar e largou o pacote. “Não quero isto!” No meio de vários polegares para cima, e muitos polegares para baixo, todos os pacotes ficaram pelo caminho.
    Agora com a ajuda dele, voltei às minhas compras. Num instante, estávamos de volta ao nosso carro com a bagageira recheada de alimentos avaliados pelo pequeno catita ao pormenor. MÃE, EU QUERO IR PARA CASA! gritou do banco de trás. “EU TAMBÉM QUEROOOOOOOOOOOOOO!” gritei alegremente do banco da frente.

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids

     

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    COMO SOBREVIVER A UMA BIRRA SEM PERDER A CABEÇA

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    COMO SOBREVIVER A UMA BIRRA SEM PERDER A CABEÇA

    Ui. Esses momentos muito desafiantes. Eles atiram-se para o chão e nós só temos vontade de fazer o mesmo. Eles perdem a cabeça, e a nossa vai atrás…

    No outro dia reparei que também eu faço birras, mas birras para dentro. Vá lá, multa dos senhores do parquímetro por 3 minutos de atraso? Birra. Centro comercial na véspera da véspera de Natal? Birra. Ir comprar o material escolar para o regresso às aulas, e ter de escrever 150 etiquetas com o nome do meu filho? Birra. Receber no meu aniversário um electrodoméstico? BIRRA! A diferença é que emocionalmente somos mais maduros, por isso, conseguimos lidar com todos aqueles sentimentos que nos invadem no momento (tirando a situação do electrodoméstico). Uma criança não consegue.

    Ao substituir a palavra birra por meltdown, temos uma noção mais clara do que realmente se está a passar. Quando o meu filho tem uma birra gigantesca, está a sentir-se assoberbado pelos sentimentos que o invadem e exterioriza-os em forma de birra. Está num avassalador loop emocional, do qual não consegue sair sozinho. Sabendo isso, em vez de querer “controlar” a birra, quero ajudá-lo. É um momento MIP, abreviatura do que eu chamo de “momento importante de parentalidade”, onde devemos agir de forma consciente de forma a apoiar a criança na sua aprendizagem.

    Isso é tudo muito giro mas ele está no chão do supermercado venha cá, aos gritos!

    Então, o que é que eu posso fazer, durante o processo meltdown para ajudar o meu filho?

    1 – Não me preocupar com o julgamento dos outros. Primeiro está o meu filho e o que ele está a sentir. Além disso, já todos passaram pelo mesmo.

    2 – Ter atenção para ele não se magoar, nem magoar ninguém. Se possível, levá-lo para um sítio mais tranquilo, onde consigam estar só um com o outro.

    3 – Lembrar-me que um comportamento desafiante é sempre um pedido de ajuda. Sem uma autorregulação emocional desenvolvida, o meu filho precisa de mim para se acalmar.

    4 – Reconhecer e aceitar os sentimentos e emoções do meu filho, criando um ambiente seguro para ele os expressar. Criar contacto visual e falar com uma voz calma “Estás mesmo zangado, não é? Estou aqui se precisares de mim.

    5 – No final, não guardar ressentimentos. A birra não é pessoal, é só uma birra. É o processo em que ele aprende a gerir as suas emoções fortes, e conta comigo durante essa importante aprendizagem.

    Da próxima vez que estiveres perante uma birra, ouve o verdadeiro pedido de ajuda do teu filho, vais ver que muda tudo, para os dois.

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