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    O INCRÍVEL MIÚDO QUE GOSTAVA DE ELE PRÓPRIO

    Pequeno catita está de molho na banheira. Este é um dos momentos altos do nosso dia, é aqui que conversamos sobre tudo e mais alguma coisa até os dedos ficarem “cozidos” (o sinal secreto de que está na hora de sair).

    Numa dessas conversas, ele explicava-me como as pessoas são diferentes. Como umas gritam e outras não. Umas comem bananas, outras ele não percebe porque não comem bananas. Ia explicando que há pessoas grandes, pequeninas, peludas e carecas. E há as zangadas, são as que não estão lá muito felizes no coração, na opinião dele porque não comem bananas suficientes.

    No meio de tudo isto decidiu nomear as pessoas de que ele gostava mais de todo o Universo e arredores: “Gosto da mamã… gosto do pai. Gosto de mim… gosto do PUK (é o nosso gato, tivemos uma que se chamava PIN e depois veio o PUK para desbloquear a coisa.) Gosto da avó e do avô. Gosto de toda a gente! Gosto de todas as pessoas do planeta!”

    Do planeta é muito fofinho e tal, mas aquele “Gosto de mim!” foi qualquer coisa de F-A-B-U-L-O-S-O. Gostar de nós é difícil que se farta. E demora… Temos de escavar, procurar, limpar, trabalhar, dançar, chorar, rir e abraçar tudo o que fomos descobrindo pelo caminho. Agora com os meus 38 anos posso dizer que gosto de mim. Que me conheço, que me descobri, que me aceitei. Sabes, eu era uma maçã vermelhinha, bonitinha, envernizada igual a tantas outras numa caixa do supermercado. Era a criança boazinha, nota 20, quadro de honra. Era assim por fora, reluzente. Mas quando chegamos a casa e abrimos a nossa maçã perfeita, ela está magoada, tem mazelas e toques, tem feridas que nunca mostrou a ninguém, nem a si própria. Gostar de nós é aceitar tudo o que somos. Aceitar de braços abertos as nossas maiores qualidades e defeitos. É sentir que temos espaço para os ter. Saber que somos perfeitos e dignos de amor só por estarmos vivos. É aceitar a raiva, o medo, a frustração. O “eu não sou capaz”, o “eu falhei” e o “eu consegui”. Dar-nos colo como damos ao nosso melhor amigo. É sermos tolerantes connosco como somos com uma criança que dá os primeiros passos. É ser reluzente de dentro para fora.

    Quando gostamos de nós, há um peso que nos sai das costas. Um ar inspirador que nos enche os pulmões e nos faz abraçar a vida. Quando gostamos de nós inspiramos os outros a fazer o mesmo. Miúdo, estou tão feliz que gostes de ti. Esse é o passo mais importante para gostares da Vida.

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
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    QUANDO A NOSSA VOZ INTERIOR NOS DÁ CABO DA CABEÇA

    Hoje dei por mim a pensar que a viagem da parentalidade é semelhante a comer um saco de amêndoas deliciosas. Uma a uma sentimos o sabor, valorizamos a experiência, queremos mais. Ficamos tão envolvidos que sem reparar comemos uma atrás da outra, até que, aparece uma bem amarga BLERGHHH!!! Então o único sabor que fica na boca é mesmo esse, amargo. Um amargo que invade, ofuscando todos os momentos doces e as conquistas que fizemos. Daí a criar um pensamento crítico sobre nós, é um saltinho “Sou uma péssima mãe”; “Nunca estou com os meus filhos”; “A culpa é minha”; “Estou sempre a gritar”.

    Estas generalizações ocupam muito espaço e sugam muita energia. São fruto de uma vozinha crítica que vive a tempo inteiro na nossa cabeça. Sabem qual é? Aquela que quando nos baldamos ao ginásio diz “És sempre a mesma coisa, não levas nada até ao fim.” Pode também usar alguma ironia, se tiver uma pontinha de humor britânico “Uauu pelo menos faltas com regularidade, isso deve queimar algumas calorias!”

    Mas de onde é que ela apareceu? É que desde que me lembro, ela fala comigo. De uma forma crítica e levemente ácida diz-me que não vou conseguir, que não sou suficientemente boa ou que “isso nunca vai resultar”. O seu tom preocupado ilude, parecendo que até está ali para me ajudar.

    Esta voz parece ter superpoderes visionários, muitas vezes usados pelas pais, “Olha, olha que ainda vais cair!” PUM! Criança estatelada no chão. “Vês? Eu avisei-te” sai imediatamente em tom vitorioso.

    Este sabotador interno, que acha que não somos merecedores de sucesso, mesmo quando estamos a caminho do êxito dispara um “Hum, isto não vai durar”. É uma espécie de balão gigante cheio de frases desmotivadoras disparadas nas alturas em que precisamos é de compaixão e força.

    Se prestarmos bem atenção vamos reconhecer essas frases. Vamos reconhecê-las nas pessoas que fizeram parte do nosso crescimento. Vamos reconhecê-las em momentos da nossa vida em que foram ditas por alguém e as tomámos como verdades. São assimiladas e transformadas na nossa voz interior. A Peggy O’Mara, resume o processo na seguinte frase The way we talk to our children becomes their inner voice.” Ena.

    Mas como posso quebrar este ciclo crítico e dar ao meu filho a possibilidade de ter uma voz interior que o apoia, compreende e aceita tal como é?

    1- Notando o que digo e quando o digo. Em que situações o meu crítico está mais ativo? Perceber que triggers despoletam estes pensamentos negativos em mim e conscientemente olhar para eles com carinho. O crítico é desarmado com a compaixão.

    2- Questionando. “Porque é que eu estou a dizer isto?”; “De onde é que isto vem?”; “Acredito mesmo nisto?” Este processo permite tirar-nos do piloto automático negativo e finalmente começar a ter noção e poder sobre os nossos pensamentos.

    3- Trocando pensamentos negativos por pensamentos compassivos. Sê objectivo no que estás a ver à tua frente. Não uses julgamento mas observação isenta. “Reparei que esta semana fui ao ginásio uma vez.” É bastante diferente do “és uma baldas”. Em qual das situações ficam mais motivados para ir ao ginásio? Ah pois é. O mesmo se passa quando falamos com os nossos filhos com uma voz profundamente crítica que sublinha o erro e o falhanço. “Nunca arrumas o teu quarto. És mesmo desarrumado.”

    Quando mudo a forma como falo comigo, mudo a forma como falo com o meu filho e dou-lhe a possibilidade única de ter uma voz interior que apoia o seu interior a vir cá para fora brilhar.

    Uma voz interior que o recebe de braços abertos e lhe diz “Anda vamos ser felizes! Tu mereces.”

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
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    De mãe a Momster. Aprender a amar as nossas emoções peludas.

    Às vezes fico tão zangada. Zangada com uma pitadinha de danada e, uma redução de irritação fumada a sair pelas orelhas. A zanga é por vezes tão intensa que juro que me crescem garras afiadas, nos pés e nas mãos. Não são garras discretas. Nada disso. São de um vermelho vivo, quase florescente, e têm pintinhas verdes nas pontas. Assim, de certeza que ninguém se aproxima! Aumento muito de tamanho… Andar a andar, vou crescendo, crescendo até me transformar num gigantesco prédio peludo com olhos amarelos lançadores de raios fulminantes. Nesse momento, surge a pergunta “Estás bem?” e a resposta fumegante do costume: “Estou óptima!”

    Desde pequeninos que aprendemos que demonstrar os nossos sentimentos mais desafiantes “é feio”. Assim, cada vez que eles aparecem escondemo-los dos Outros. Ficam arrumadinhos, bem fundo, nas caixas do “NÃO MEXER”. Os anos passam e, as caixas aumentam. Já que as temos, aproveitamos e começamos a colocar lá outras coisas, que sentimos que os Outros não vão gostar e, que fazem de nós “pessoas más”. Aquela raiva, quando o Joãozinho me passou à frente na corrida na escola. Aquela tristeza, quando as férias de Verão acabaram. Aquela revolta, quando o Pedrinho me chamou nomes e chamaram-me a atenção a MIM. O ciúme do meu irmão, o medo de cair da bicicleta, a repulsa aos brócolos da avó…Todas essas coisas ficaram nas caixinhas, sem voz, reprimidas, sem oportunidade ou espaço para virem cá para fora.

    Aprendemos a esconder. Escondemos tão bem que nos tornamos especialistas no assunto. Às vezes, ainda a emoção não tomou forma e ZUMM, já está a entrar na caixa. Mas a caixa está lá. Mesmo que eu não olhe para ela, ela está lá. Paradinha, à espera, cheiiinha até cima.

    Existe, no entanto, um comando cheio de botões coloridos que permite abrir cada uma dessas caixas. E sabem onde ele está? Ah pois é! Bem na mão dos nossos filhos. Sabem como eles gostam de carregar em botões, não sabem? “Uuuuuuu e este o que é que faz? E se carregar em dois ao mesmo tempo o que acontece?” Acontece uma mãe monstrinha sem filtros.

    Reprimir as nossas emoções, principalmente na infância, além de nos tornar umas bombas relógio peludas, torna-nos incapazes de perceber as verdadeiras necessidades dos nossos filhos e de aceitar verdadeiramente as suas emoções. Ou projetamos inconscientemente as nossas necessidades, aumentadas por anos de frustração, ou negamos as suas necessidades para evitar mexer na caixa nº 354.

    As nossas caixas estão lá dentro e, os nossos filhos estão dispostos a ajudar-nos, para finalmente, conseguirmos abri-las. Olhar para elas e receber de braços abertos tudo o que não foi recebido, na altura, com presença e amor.

    Todas as emoções são importantes, as “boas” e as “más”. Todas fazem parte de nós, mas não são “nós”. São como nuvens que passam no céu, ficam um bocadinho e flutuam para outro sítio. Porquê guardar nuvens em caixas?

    Ama o teu monstrinho. Recebe com a mesma presença as emoções pequenas e grandes do teu filho. Respira fundo e deixa-as ir quando for a altura. Mostra-lhe que o amas por inteiro, desde as assustadoras garras afiadas vermelho vivo, até ao sorriso mais doce. Mostra-lhe que ele tem um espaço seguro para ser quem ele é, onde é sempre recebido de braços abertos por um coração monstruosamente grande.

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
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    Quando o outro lado está “do contra”

    Nestes últimos dias tenho tido um desafio informático daqueles. O scroll, em tudo que é programas do meu computador, está com personalidade toddler e só vai para onde ele quer ir. Eu quero ler um artigo, plim, põe tudo para cima. Quero desenhar uma ilustração, plim, desaparece a folha do ecrã. Tem sido um desafio à minha necessidade de controlar o que estou a fazer e, como o estou a fazer, para além de demorar o triplo do tempo a fazer qualquer mini tarefa.

    Curiosamente, no meio de tudo isto, comecei a encontrar formas alternativas, nunca antes experimentadas, para conseguir ir trabalhando. O que me lembrou dos malabarismos circenses que faço com o pequeno catita para lhe vestir o pijama quando ele só prime a tecla “NÃO”. Se insisto no “veste” ele retribui com o “não veste”. É um jogo que pode demorar horas, criar muita tensão e minar a nossa relação. O que se passa é que o meu filho está em modo “counterwill” (em tradução livre catita está “do contra”), um conceito desenvolvido pelo Dr. Gordon Neufeld, referente à utilização de um instinto inato de reagir com resistência quando a criança se sente controlada, manipulada ou separada. Sim, mas é só um P-I-J-A-M-A. Para ela não. Para ela é um impasse que disparou o seu alarme de resistência e de auto-preservação. Quando me dizem como devo pensar sinto o mesmo alarme a disparar a altos berros.

    Apesar de ser bem desafiante numa série de alturas (acho que está super ativado quando é hora de sair de casa para a escola), é muito útil; protege a criança de indicações de pessoas com quem não tem conexão (fixe quando um estranho qualquer lhe dá ordens com intenções menos positivas), ancorando o papel dos pais como cuidadores e orientadores.

    O “do contra” é também importante porque ajuda a definir o “eu” da criança / adolescente como algo distinto do Outro: Estas são as minhas opiniões, os meus gostos, os meus valores, as minhas perspectivas. Vai ser fundamental para o distanciar do que não concorda e do que colide com seus valores base.

    “Ah. Pois. Mas eu tenho uma relação cheia de conexão com o meu filho e ele desafia-me até eu ficar em ponto rebuçado.” Sim, a mim também. Há dias em que os enchemos de “tens que”, “devias” sem deixar espaço para os “eu quero” deles. Essa falta de espaço para o seu “eu” se expressar origina uma onda de resistência potenciada pela imaturidade da criança. “Então faço tudo o que ele quer, não?” Nope. O desafio é manter a ligação de cuidador com a criança, enquanto contornamos o impasse da resistência, que não devemos levar de todo a peito. A forma como o guias em plena resistência, sem atropelar o seu “eu”, vai permitir-lhe crescer sabendo como o seu “eu” é mesmo importante.

     

    Perante uma grande resistência do teu pequenino, lembra-te de:

    Aumentar a conexão, esta é a chave para desbloquear a resistência. Olha-o nos olhos e respira fundo para te manteres sereno.

    Ter presente que ele não te está a desafiar só para te chatear, está com o scroll preso algures.

    Não usar frases mandonas, nem os “se não fazes não sei o quê, já não vais não sei aonde até teres 18 anos” (consequências só lógicas, fugir das ameaças e das recompensas) só o vão deixar ainda mais resistente.

    Dar-lhe espaço para manifestar a sua opinião e ideias. Quando são ouvidos querem ouvir.

    Fazer um intervalo se já tiver tudo muito enrolado (podes dizer-lhe que voltas daqui a nada para falarem outra vez sobre o assunto) ajuda a baixar a resistência e, a olhar para a situação com uma nova perspectiva.

    Atribuir responsabilidade adequada à idade (vai ajudar a criança a sentir-se útil, vista e no comando da sua vida).

    Se correu tudo mal e acabou numa luta ninja de vontades, está tudo bem. Exprime o que sentes, rebobinem e façam restart ao computador. Às vezes é mesmo disso que estamos todos a precisar.

     

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids

     

     

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    MIÚDOS PERFEITAMENTE IMPERFEITOS

    Sabem quando temos uma pequenina, minúscula, micro borbulha na cara e sempre que nos olhamos ao espelho SÓ vemos aquela ENORME inegavelmente florescente borbulha?

    Ou naquele dia que fazemos um jantar espetacular, delicioso, quase épico que deixaria o Gordon Ramsay feliz, e aquele convidado apenas diz “Hum, encontrei uma espinha!”?

    E, quando o nosso filho tem um teste daqueles bem difíceis para o qual estudou imenso e ouve “Podias ter tido uma nota melhor!”? Até podia… mas acabou de ficar sem vontade nenhuma de estudar nos próximos 20 anos.

    Queremos o melhor para os nossos filhos. Queremos que eles conquistem o mundo e sejam felizes. Mas às vezes, sem querer, colocamos o mundo nas suas costas quando pretendíamos exatamente o oposto. Devagarinho, sem perceber, exigimos que eles sejam perfeitos e sem intenção prendemo-los num “Fixed Mindset”, onde têm tendência para se sentirem alienados e ansiosos. Ficam presos nos resultados, no desfecho. No porquê? Receosos dos erros que vão cometer mesmo antes de eles aparecerem. E, como a energia vai para onde vai a nossa atenção, a probabilidade de os erros acontecerem é mesmo muito grande. Aha! mas eu li o post anterior e podemos aprender com os erros! Podemos, mas quando os encaramos como positivos e focos de aprendizagem e não como buracos fundos onde nos queremos enfiar porque desiludimos o mundo e, os nossos pais.

     

    Então, como posso ajudar o meu filho a ir mais longe sem o peso da perfeição?

    Primeiro, é preciso confiar. Confiar nas capacidades da criança, confiar na evolução natural do aperfeiçoamento das ferramentas que ele tem à sua disposição. Confiar no amor que temos por eles e eles por nós. Dar-lhes responsabilidade e tempo. Principalmente valorizar o seu processo e reconhecer o seu esforço.

    No caso do teste, podemos referir o esforço e dedicação com que estudou, como aprendeu imensas coisas novas que não sabia. Como evoluiu em relação ao teste anterior e perguntar se poderia ter feito alguma coisa diferente na forma como estudou. Mostrar disponibilidade se ele precisar de ajuda e, deixá-lo definir a forma como acha mais adequado preparar o seu plano de estudo para o próximo teste (responsabilidade). Focar a atenção no como?

    Quando valorizamos o esforço em vez do resultado, as crianças ficam motivadas e desenvolvem um “Growth Mindset”. Uma vontade de ir mais longe, de aprender com as experiências, de descobrir caminhos novos, de sair da sua zona de conforto e desafiar os seus limites. Vontade de crescerem felizes para dentro e para o mundo. Vontade de explorar caminhos inovadores e fazer descobertas únicas. Força heroica para se levantarem quando ouvem um grande “não”.

    Aceitar a nossa imperfeição é o ponto de partida mágico para crescer sem parar, para ter mais felicidade na nossa vida e contagiar os outros com a nossa alegria de viver. É o momento em que aprendemos a ser como o bambu que dobra com o vento e não parte, que é resiliente e, apesar de parecer frágil é imensamente poderoso e adaptável.

    Nunca controlamos nada. Isso é só uma ilusão a que nos agarramos para nos sentirmos seguros. Este facto por um lado é assustador mas também é verdadeiramente potenciador; somos os heróis da nossa própria história e podemos ir muito além dos nossos limites e medos. Fazemos o nosso caminho a cada dia, a cada passo, a cada decisão.

    Se conseguirmos ensinar aos nossos filhos a dançarem na jangada que abana, a valorizarem cada passo que dão, cada descoberta que fazem, cada cm que crescem, vamos dar-lhes a oportunidade única de serem felizes pelo que são e de acederem ao poder ilimitado de um crescimento imperfeitamente feliz.

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
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