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February 2020

    Aceitar todas as partes.

    Aceitas tudo, ou só o aceitável?

    Aceitas todas as partes de ti, ou só as mais bonitinhas? A parte cheia de produtividade e sucesso, com a mesma gentileza com que recebes a que passa o dia de pijama?
    Dás carinho à parte que educa com muito amor, da mesma forma que dás colo à que grita por tudo e por nada? Vês a raiva com a mesma aceitação que a alegria? Sentas todas as partes na mesma mesa, ou só convidas as que achas que merecem e ficam bem na fotografia?

    Hoje senti-me um desenho animado a deitar fumo pelas orelhas. Sem razão aparente. E notei, que tenho de fazer um esforço extra para receber essa minha parte-cacto.
    Não nos ensinam a receber essas partes, mas a domá-las e embrulhá-las em papeis coloridos.
    É claro, que quando lhe dei reconhecimento e espaço ela transformou-se, revelando a verdadeira necessidade escondida. Silêncio. Estava a precisar muito de silêncio. Cá fora, e principalmente cá dentro.
    Que te sintas inspirad@ em aceitar todas as partes de ti, principalmente as mais “peludas”. Elas estão lá por uma razão muito especial.

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    Amar quando custa mais… e é mais preciso.

    Noto logo quando vou buscar o pequeno catita à escola e ele teve um dia pouco catita.
    Assim que me vê transforma-se em miúdo-cacto. Irritado, mais isolado, não tem paciência para nada, está em ponto rebuçado. HUMPF!!!
    Reage emocionalmente a coisas pequeninas, como ao semáforo ter acabado de ficar vermelho, ou em vez de pão com manteiga ter encontrado uma banana na lancheira. HUMPF!!!
    Para mim, tudo isto é um sinal de que ele está a precisar de uma dose extra de amor, e eu de uma dose extra de paciência.
    Dou-lhe tempo, espaço e fico ali a olhar para os picos que saltam em todas as direcções. Aos poucos, à medida que ele permite, começo a brincar com ele. Ouvimos música, dançamos no carro, cantamos desafinados até que ele se sente preparado e começa a falar do que lhe pesa no peito.
    O mais importante que aprendi nestas situações, foi a não levar a peito as coisas que ele diz, mas a ouvir o que está escondido atrás dos seus picos afiados “Ama-me mamã. Hoje preciso mesmo e esta é a minha forma de pedir.”

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