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admin

    ACEITAR

    Aceitar. Quando aceitamos onde a criança está em determinado momento, e não onde deveria estar. Quando aceitamos, sem comparar com onde as outras estão, damos início a um enorme processo de conexão e mudança. Primeiro em nós… e depois neles.
    Todos temos tempos diferentes, velocidades diferentes, e caminhos diferentes. Como pais, estamos lá para mostrar que vemos o melhor neles, principalmente quando eles não conseguem fazê-lo.
    Estamos lá para refletir o amor que eles têm dificuldade em sentir, quando têm dias difíceis.
    Estamos lá para os lembrar que independentemente da parte do caminho onde se encontram, encontram-nos sempre, a caminhar a seu lado. Estamos lá, exactamente onde eles estão.❤️

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    TEMPO PARA CRESCER

    TEMPO.
    O tempo anda acelerado. Foge. Nada tem tempo para crescer, para amadurecer, para ficar. As relações não têm tempo para enfrentar desafios e crescer com eles. As plantas são forçadas a crescer ao tic tac do nosso tempo consumista, e não no seu tempo natural. As crianças não têm tempo para ser crianças. Os pais não têm tempo para eles próprios.

    O tempo é fundamental para nos ouvirmos. Sentirmos para onde queremos ir, aterrarmos de pés e cabeça atentos ao nosso coração. TEMPO é AMOR. É confiar, aceitar, estar presente. É dar estrutura, força e certeza.
    Por isso, dá-te tempo. Está tempo com os teus filhos. Agora é tempo de mudar.

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    REGRESSO ÀS AULAS

    Estamos de regresso à rotina. Aos empregos, à escola, ao corre para cá, e ao corre para lá.
    Numa velocidade acelerada, desligamo-nos, sem notar, dos pequenos e poderosos momentos. Passam invisíveis, tão focados que estamos em responder aos GRANDES que enchem a nossa agenda.
    Sabes, a magia e as recordações estão exactamente nesses pequenos espaços, onde crescem possibilidades únicas de conexão com os nossos filhos. E connosco.

    O que mais me encheu o coração quando era pequena, foram as mangueiradas refrescantes, os gelados que colavam os dedos nos dias quentes, o apoio naquele trabalho de casa difícil, a conversa que precisava de ter no regresso de um dia duro de aulas, e aquele abraço quando menos merecia e mais precisava. E a ti?

    O que te desejo neste regresso, é que tenhas pequenos gigantes momentos com a tua família que fiquem para sempre no coração de todos. ❤️

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    O CURSO DE AUTOESTIMA ESTÁ A CHEGAR!

    WORKSHOP – PEQUENOS PASSOS PARA UMA GRANDE AUTOESTIMA

    Sábado, 19 de Outubro 2019 | 9h30 – 17h Lisboa

    “Eu não consigo” é a frase mais comum lá por casa? O teu filho, ou filha, preocupa-se muito com o que os outros pensam? Pede desculpa automaticamente mesmo quando não tem culpa de nada? Tem dificuldade em escolher e tomar decisões? Quando el@ consegue realizar alguma coisa, acha que foi apenas sorte e não fruto do seu esforço? Quando tem uma opinião diferente da maioria, raramente a expressa? Ou então, encara o erro e as dificuldades que aparecem como boas razões para desistir?

    Se algo te soa familiar, então este curso de autoestima vai ajudar-te. Este é um super workshop de 6h30, onde vamos trabalhar as diferentes áreas essenciais para a autoestima da criança. Um curso com muitas dicas, exercícios práticos e conteúdos que te vão fornecer as ferramentas que precisas para ajudar o teu filho a ter uma autoestima saudável.

    O QUE VAMOS APRENDER

    – Diferença entre autoestima e autoconfiança.
    – O super poder da autoestima: como caminhar para um futuro brilhante.
    – As diferentes áreas a trabalhar para fortalecer a autoestima da criança.
    – Exercícios práticos e dicas úteis para ginasticar a autoestima.
    – Os factores tóxicos que danificam a autoestima.
    – Como encher o tanque emocional da criança.
    – Como dar ao meu filho a autoestima vitaminada que ele merece.

    JÁ CONHECES O LIVRO “Eu sou SUPER – Pequenos Exercícios para uma Grande Autoestima” um livro super divertido para famílias que resultou de toda esta investigação? Lê a entrevista da TSF.

    PARA QUEM É ESTE CURSO Para pais, educadores, cuidadores e todos aqueles que interagem com adolescentes e crianças de qualquer idade.

    Informações e inscrições em maecatita@gmail.com

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    BRINCAR PARA EDUCAR

    O PODER DE BRINCAR

    Brincar é um assunto sério. Infelizmente, muitos desvalorizam o poder do brincar, ainda mais quando como adultos nos levamos demasiado a sério. O foco está em produzir mais cedo, crescer mais rápido e ter resultados mais depressa. O brincar, é visto como uma perda de tempo. Até nas escolas. Mais horário escolar, menos recreios. No entanto, brincar é essencial para educar. Essencial.
    Essencial porque brincar com os nossos filhos promove a conexão, a presença e melhora a qualidade da relação.
    Sem dúvida que, só com uma relação forte podemos ter uma influência inspiradora na vida deles.

    Enquanto eles brincam, promovem a imaginação, a criatividade, a capacidade de resolver conflitos. Igualmente descobrem como equilibrar pontos de vista diferentes. Aprendem a gerir emocionalmente o perder e o ganhar, desenvolvem a empatia e trabalham a relação com o corpo.
    Dr. Stuart Brown autor de “Play: How it Shapes your Brain, Opens the Imagination and Revigorates the Soul” e fundador do National Institute for Play , sublinha que brincar faz parte da nossa biologia humana ancestral e que por isso, a brincadeira deve estar presente na nossa cultura, na infância e na idade adulta.

    COMO LIGAR A CRIATIVIDADE

    “Mas eu nãoooo tenho nada para brincar!” dizem os pequenos catitas quando os afastamos dos meios digitais. Ficarem sem fazer nada, aborrecidos e rabugentos é um passo necessário para começarem a brincar sozinhos. Só aí, conseguem ligar o botão da imaginação e da criatividade.
    É sem instruções que surgem as brincadeiras mais poderosas. A brincadeira livre parte do nada, por isso é infinita em possibilidades.

    Deixar a criança liderar a brincadeira, imaginando o jogo, é altamente nutritivo para a sua autoestima. Quando a criança nos ensina alguma coisa, sente o seu valor próprio fortalecido. Sente, também, que ensinar não é unilateral, mas que podemos, e queremos, aprender com elas. Isto fortalece a sua autoimagem, e a qualidade da relação pais-filhos.
    Dr. Stuart Brown, diz que a brincadeira livre trabalha nas crianças capacidades locomotoras e sociais necessárias para o desenvolvimento do pensamento criativo. Brincar funciona como um mini laboratório.

    Brincar devia ser uma disciplina de destaque nas escolas para os trabalhadores do futuro. Inegavelmente devia ser olhada como um profundo processo de pesquisa.

    “Play is the highest form of research.” Albert Einstein

    BRINCAR PARA LIBERTAR EMOÇÕES DIFÍCEIS

    Brincar ajuda a digerir as emoções.
    Se tiveres uma atitude curiosa, vais notar que muitas das brincadeiras que a criança faz são inspiradas em situações do dia a dia que não ficaram resolvidas dentro dela.
    Ao fingir que é uma professora dentro da sala de aula. Apontando o dedo, enquanto chama a atenção a um menino distraído, transforma a sensação injusta de ter sido repreendida na escola. Ao fazer uma corrida sozinho para ganhar, transforma a frustração de ter sido o último a ser escolhido na aula de ginástica.
    Brincar, tem este maravilhoso efeito terapêutico de arrumar o que não teve espaço para ser digerido de uma forma criativa. É necessário, que para além dos trabalhos de casa, as crianças tenham espaço para fazerem o seu trabalho interior.

    “Children need the freedom and time to play. Play is not a luxury. Play is a necessity.” Kay Redfield Jamison

    BRINCAR DESENVOLVE VÁRIAS COMPETÊNCIAS

    Brincar, desenvolve e estimula muitas áreas e competências diferentes. Por exemplo:

    – Liberta endorfinas que nos enchem de felicidade.

    – Ajuda a aprender melhor, de uma forma mais integrada e promove novas ligações neurais.

    – Apoia o desenvolvimento cerebral.

    – Trabalha a imaginação, a criatividade e o “faz de conta”.

    – Movimenta o corpo, desenvolve a motricidade e as capacidades físicas.

    – Desenvolve a coordenação.

    – Solidifica a relação e os laços sociais.

    – Desenvolve competências intelectuais.

    – Ensina a lidar com a frustração.

    – Trabalha a resolução de conflitos.

    – Aumenta a vitalidade e a energia.

    – Promove a risota descontrolada.

    – Aumenta a concentração.

    – Desenvolve a autoestima e autoconfiança.

    – Trabalha as capacidades sociais.

    – Desenvolve o auto controlo.

    – Transforma emoções bloqueadas.

    – Trabalha a inteligência emocional.

    – Desenvolve a comunicação e a memória.

    – Fortalece a capacidade organizacional e de estruturação de tarefas.

    – Utiliza a fantasia e o storytelling.

    – É totalmente e completamente catita!

    Por isso, brincar não é uma brincadeira só para crianças, é para todos!
    E como disse o George Bernard Shaw, “We don’t stop playing because we grow old; we grow old because we stop playing.”

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a UptoKids
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    COMO EDUCAR NA ERA DIGITAL

    educar na era digital

    Descobrir como educar na era digital pode ser um desafio.

    É curioso, nunca tivemos tantos meios para expressar o nosso verdadeiro “eu”, e nunca tivemos tão longe do nosso verdadeiro “eu”.
    E porque nos sentimos todos sozinhos, quando com um click podemos estar ligados a milhões?

    “ In a society that says “put yourself last” self-love and self-acceptance are almost revolutionary” Brené Brown in “The Gifts of Imperfection”

    Numa sociedade que estigmatiza o erro, aponta a falha, valoriza o padrão, crescemos a tentar encaixar, em vez de cultivar o “pertencer”.
    A nossa necessidade de pertencer, é fundamental e primária. Representou em tempos a diferença entre sobreviver, ou não. Essa urgência, comprovada pela biologia e a neurociência, continua muito marcada no nosso subconsciente. Move-nos, dá significado às nossas relações, e é o motor inconsciente das nossas ações.

    PERTENCER OU ENCAIXAR?

    Segundo a Brené Brown, a diferença entre pertencer e encaixar, representa a diferença entre sermos nós próprios, e o que precisamos SER para ser aceites. Na maioria dos casos, devido à falsa noção de “estarmos ligados” pelas redes sociais, o foco está em encaixar, em colocar o filtro certo, para receber os likes que nos dão validação. Todas essas plataformas estão assentes nessa procura de gratificação instantânea, por isso são tão atrativas.

    Cada vez que temos mais um like, sentimos um micro segundo de gratificação seguido da ânsia por mais uns tantos. Porque é que achas que estamos sempre a consultar estas plataformas? Porque nunca sabemos quando pode chegar mais um like, o que torna tudo aleatório e ainda mais viciante.
    O irónico da situação, é que se formos aceites pelo nosso lado que “encaixa”, nunca nos sentimos verdadeiramente aceites. Isto cria um enorme vazio interior, e um enorme gasto de energia interna para manter o “personagem” a funcionar. No processo, vamos criando cada vez mais distância do nosso “eu”, através das histórias que contamos sobre nós (a nós), a vergonha que temos de mostrar as nossas falhas, rugas, emoções peludas, fracassos, dias maus ou sementes de chia entaladas nos dentes.

    COMPARAÇÃO SEM RAZÃO

    A comparação é outra componente tóxica destas plataformas. Passamos o tempo a comparar a nossa história de insucesso, com a aparente história de sucesso dos outros. Criamos a fantasia de que a vida dos outros é perfeita, e não apenas uma seleção propositada de bons momentos instagramáveis.

    É preciso perceber que somos todos humanos, logo imperfeitos por natureza, o que nos torna humanamente perfeitos. É a nossa imperfeição que nos une, e não os feeds de instagram.

    O caminho que cada um tem pela frente também é único, por isso comparar é inútil e uma perda de tempo. (Apesar de ser usado muitas vezes como “ferramenta” de motivação em empresas… e dentro de casa.)

    É preciso ser dono de um estruturado growth mindset para ver no outro uma inspiração e não uma confirmação do nosso insucesso.

    A Brené Brown tem um trabalho fabuloso sobre vulnerabilidade, vergonha, imperfeição, autocuidado e como enfrentar a vida por inteiro.
    Tem inúmeros livros imperdíveis baseados em anos de pesquisa sobre estes temas.
    Actualmente, estou a ler “The Gifts of Imperfection”, que aborda muitos dos temas que surgiram na minha pesquisa sobre autoestima, que deu origem ao livro “Eu sou super – Pequenos exercícios para uma grande autoestima”. No super livro, identifiquei a extrema importância do autocuidado e da noção de pertencer, para a construção de uma autoestima saudável nos nossos filhos. No livro, e no meu curso de autoestima, encontras vários exercícios catitas disponíveis para o fortalecimento destas áreas.

    O PODER SABOTADOR DO “SE”

    A linha base que acompanha todo este processo sabotador do “eu”, é a nossa cassete interna que acha que só somos dignos de amor “se”. Se tivermos aquele trabalho, se tivermos aquele corpo xpto, aquela quantidade de dinheiro, se tivermos aquele grupo de amigos fixes, se fizermos comida low-carb-bio-sem-glúten-deliciosa, se tivermos aquele casamento perfeito, se formos pais e mães extra-super-fantásticos, se tivermos a aprovação dos nossos pais, ou daquele chefe que nunca nos valorizou. TRETA!!! Os “ses” e os “quandos” são TODOS uma ilusão.
    Tu és dign@ hoje! Neste momento. Tu tens valor hoje. Se não tomares isso como uma verdade, vais passar o resto do tempo a caminhar cada vez mais para longe de ti.

    EDUCAR NA ERA DIGITAL DOS LIKES 👍

    Então, como educar na era digital?
    Quanto mais perto estiveres de ti, mais perto estás de ajudar o teu filho a crescer perto de si próprio. A trabalhar a auto-aceitação, o autocuidado, e a desenvolver o que o torna único, e humano. A desenvolver todo o seu potencial. A separar o que ele é, e tudo o que tem para dar, do que ele acha que os outros querem que ele seja para ter mais likes.
    E, o mais importante, ajudas a que ele não tenha a mínima dúvida, que HOJE, e sempre, é digno do teu amor.

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a UptoKids
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    Mind full ou Mindfulness

    COMO ESTÁ O TEU MUNDO INTERIOR?

    Tens a cabeça cheia de passado e futuro? Uma mind full de tudo e mais alguma coisa, a precisar urgentemente de uma intervenção Kondo? Ou estás presente num estado de mindfulness, sem explodires a cada desafio externo?

    Vários autores apoiam que o mundo exterior, é apenas um reflexo do nosso mundo interior (música inspiradora de fundo).

    Isso é muito bonito, mas quando chegamos a casa exaustos, temos pouco tempo para nós, e ainda menos tempo de qualidade para os outros. O mundo parece exigir cada vez mais de nós, e ainda temos de ter tempo para arrumar o nosso interior? Como posso estar zen enquanto piso descalço mais uma peça de lego?

    Hum… Será que a nossa energia e atenção estão a ir para o sítio certo? Será que mudar a nossa perspectiva, muda a nossa capacidade de resposta?
    Cultivar o equilíbrio interno, cultiva o equilíbrio externo. Em vez de gastarmos toda a nossa energia em tentar controlar o mundo que nos rodeia, podemos utilizar essa energia de uma forma criativa para ganhar o controle do nosso mundo interno.
    Só com o nosso comando interno na mão, podemos escolher conscientemente a nossa resposta aos desafios da vida. Só com o nosso comando interno na mão, podemos usar eficientemente a nossa energia.

    OS PAIS E OS TELECOMANDOS

    Como pais, damos inconscientemente o nosso comando aos nossos filhos. A metáfora da vida, replica a metáfora interna.
    Eles dominam os canais de televisão, e na maioria dos casos têm na mão o nosso comando interno, cheiiinho de botões. E as crianças adoram… botões.
    Quando eles carregam em vários ao mesmo tempo, a nossa tampa salta. Desse estado já-estou-passado, só somos capazes de reagir a quente. Temos uma reacção explosiva, e 5 minutos depois já estamos invadidos de culpa.

    “Não era nada disto que eu queria dizer/fazer!” normalmente é qualquer coisa que prometemos NUNCA fazer quando tivéssemos filhos. É um clássico universal. Deixa lá.
    As crianças aprendem pelo nosso exemplo. Se respondo de uma forma presente e calma, os neurónios espelho do outro lado replicam esse estado. Se eu me passo… Podes imaginar.
    Agora, imagina só a mudança poderosa que vai acontecer no teu mundo exterior, quando recuperares o teu comando interno.

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