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autorregulação emocional

    Como lidar com um disparate sem fazer disparates.

    Perante um disparate que o teu filho te vem contar, como reages? Qual é a primeira coisa que dizes? E principalmente, em que estado emocional o recebes?

    Receber a informação de um estado mais neutro.

    Eu sei que não é NADA fácil ouvir que eles encheram a casa de banho de espuma, ou que as paredes do quarto são agora de outra cor. Nesta Dica Catita, vais descobrir como ouvir os “disparates” dos nossos filhos, de forma a transformá-los em oportunidades para fortalecer a comunicação.

    Como resolver depois de ouvir.

    Depois de receberes de uma forma consciente o que o teu filho tem para contar, podes usar a técnica do semáforo para resolver em 3 passos o desafio ou conflito.

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    Aceitar todas as partes.

    Aceitas tudo, ou só o aceitável?

    Aceitas todas as partes de ti, ou só as mais bonitinhas? A parte cheia de produtividade e sucesso, com a mesma gentileza com que recebes a que passa o dia de pijama?
    Dás carinho à parte que educa com muito amor, da mesma forma que dás colo à que grita por tudo e por nada? Vês a raiva com a mesma aceitação que a alegria? Sentas todas as partes na mesma mesa, ou só convidas as que achas que merecem e ficam bem na fotografia?

    Hoje senti-me um desenho animado a deitar fumo pelas orelhas. Sem razão aparente. E notei, que tenho de fazer um esforço extra para receber essa minha parte-cacto.
    Não nos ensinam a receber essas partes, mas a domá-las e embrulhá-las em papeis coloridos.
    É claro, que quando lhe dei reconhecimento e espaço ela transformou-se, revelando a verdadeira necessidade escondida. Silêncio. Estava a precisar muito de silêncio. Cá fora, e principalmente cá dentro.
    Que te sintas inspirad@ em aceitar todas as partes de ti, principalmente as mais “peludas”. Elas estão lá por uma razão muito especial.

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    Contar até 3

    Muitas vezes ouvimos os pais dizer “Vou contar até 3 e depois…”🌋Vem qualquer coisa de assustadora e desconhecida. Ou então, vem o 4.
    A técnica é boa. Está é direccionada para o sítio errado. Experimenta quando te tiverem a tocar nos botões internos PARAR, e contar para ti calmamente até 3. Nota como isto descarrega a tua resposta emocional, e te dá clareza para responder à situação de uma forma totalmente diferente. Totalmente presente.Daqui, acedes a uma parte diferente do teu cérebro que te permite tomar boas decisões, e não olhar para o que acabaste de fazer com o coração cheio de culpa. Agora é só praticar um passinho de cada vez 1,2,3!
    Vais ver que vai dar taaanto jeito nesta época natalícia…

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    Chorar é fazer restart

    Era o primeiro dia de aulas da primeira classe.
    O espaço era enorme, e o pequeno catita sempre adorou correr.
    A meio de uma corrida veloz, caiu no chão de cimento… ficou arranhado de cima a baixo. Naturalmente chorou. Chorou pelo que tinha acontecido, e por todas as emoções novas que estava a sentir.
    A auxiliar veio logo explicar com ternura “Já lhe disse que não é preciso chorar, que ele agora está na primária e já é crescido.” Hã??? “Curioso, eu tenho 41 anos e choro sempre que preciso. Já não chora?” perguntei com um sorriso.

    Para mim, ser crescido é viver, aceitar e expressar as nossas emoções com coragem e vulnerabilidade. Faz sentido aceitá-las em vez de as engolir para um sítio escuro, onde ficam perigosamente.
    Chorar é como fazer restart do nosso computador interno. É necessário e fundamental para termos equilíbrio interior.

    Estar presente para a tristeza dos nossos filhos, sem os salvar da emoção, é duro. Aperta o nosso coração, mas dar-lhes o espaço e segurança para entrarem em contacto com essa parte mais escura e lamacenta, permite-lhes lidar com emoções peludas e crescer emocionalmente. Dá-lhes permissão para sentir, e deixar chover quando as coisas estão demasiado pesadas…🌧

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    Mind full ou Mindfulness

    COMO ESTÁ O TEU MUNDO INTERIOR?

    Tens a cabeça cheia de passado e futuro? Uma mind full de tudo e mais alguma coisa, a precisar urgentemente de uma intervenção Kondo? Ou estás presente num estado de mindfulness, sem explodires a cada desafio externo?

    Vários autores apoiam que o mundo exterior, é apenas um reflexo do nosso mundo interior (música inspiradora de fundo).

    Isso é muito bonito, mas quando chegamos a casa exaustos, temos pouco tempo para nós, e ainda menos tempo de qualidade para os outros. O mundo parece exigir cada vez mais de nós, e ainda temos de ter tempo para arrumar o nosso interior? Como posso estar zen enquanto piso descalço mais uma peça de lego?

    Hum… Será que a nossa energia e atenção estão a ir para o sítio certo? Será que mudar a nossa perspectiva, muda a nossa capacidade de resposta?
    Cultivar o equilíbrio interno, cultiva o equilíbrio externo. Em vez de gastarmos toda a nossa energia em tentar controlar o mundo que nos rodeia, podemos utilizar essa energia de uma forma criativa para ganhar o controle do nosso mundo interno.
    Só com o nosso comando interno na mão, podemos escolher conscientemente a nossa resposta aos desafios da vida. Só com o nosso comando interno na mão, podemos usar eficientemente a nossa energia.

    OS PAIS E OS TELECOMANDOS

    Como pais, damos inconscientemente o nosso comando aos nossos filhos. A metáfora da vida, replica a metáfora interna.
    Eles dominam os canais de televisão, e na maioria dos casos têm na mão o nosso comando interno, cheiiinho de botões. E as crianças adoram… botões.
    Quando eles carregam em vários ao mesmo tempo, a nossa tampa salta. Desse estado já-estou-passado, só somos capazes de reagir a quente. Temos uma reacção explosiva, e 5 minutos depois já estamos invadidos de culpa.

    “Não era nada disto que eu queria dizer/fazer!” normalmente é qualquer coisa que prometemos NUNCA fazer quando tivéssemos filhos. É um clássico universal. Deixa lá.
    As crianças aprendem pelo nosso exemplo. Se respondo de uma forma presente e calma, os neurónios espelho do outro lado replicam esse estado. Se eu me passo… Podes imaginar.
    Agora, imagina só a mudança poderosa que vai acontecer no teu mundo exterior, quando recuperares o teu comando interno.

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    O CONFLITO COMO UMA OPORTUNIDADE

    Cada conflito é uma oportunidade. Uma oportunidade para crescer, para aprender e para responder de uma forma diferente.
    Esta oportunidade só está disponível se estivermos ao volante do nosso mundo interno. Presentes. Conscientes. Só com autoregulação e autoconhecimento conseguimos, enquanto nos carregam nos botões internos, dar uma resposta adequada à situação, em vez de entrar em combustão espontânea. Conseguimos dar uma resposta que ensina, modela e inspira.

    A conexão e o exemplo.

    As crianças aprendem com o exemplo que damos em situações de desafio. Se tivermos calmos e presentes, elas aprendem a criar novas ligações de resposta no cérebro que apoiam a função executiva, em vez de utilizarem sempre uma resposta de sobrevivência e ataque. Para estas ligações serem criadas, primeiro tem de existir conexão entre o adulto de referência e a criança. Esta conexão é alimentada pela presença e muitos momentos de brincadeira. Só assim se ligam as autoestradas internas por onde mais tarde a autoregulação vai viajar.

    Quem queres ser perante um conflito, uma inspiração de presença ou um vulcão em erupção descontrolada?

    Assume o volante da tua parentalidade com o workshop “Como Educar com o Coração sem perder a Razão” . Vagas Limitadas. Informações maecatita@gmail.com

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