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Emoções

    Gerir as emoções.

    Estamos todos no processo intenso de aprender a gerir emoções. Emoções fortes. É importante não as engolir, mas encontrar estratégias para as navegar.
    Da minha experiência, nomear as emoções e identificar em que parte do corpo se estão a manifestar com maior intensidade ajuda muito. Mexer o corpo e respirar fundo para a zona abdominal são estratégias essenciais.
    Estamos todos a participar num curso intensivo de inteligência emocional… este é um tempo interno que podemos utilizar para crescer MUITO como seres humanos.

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    Como estão as emoções aí por casa?

    Será que os emojis podem ser utilizados para nos ajudarem a regular as nossas emoções, e a melhorar o ambiente aí em casa?
    Neste vídeo catita, vais descobrir uma forma colorida para ficarem todos ao volante das vossas emoções, e em contacto com os vossos corações. Catita, não é?

    Como sempre, todas as atividades estão disponíveis no instagram,Facebook e em www.maecatita.pt

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    O julgamento separa.

    Quando julgas, não dás espaço para o amor.
    Quando julgas estás a projectar a tua solução, a tua opinião, a tua ideia de como o outro devia fazer, ser ou comportar-se.

    O julgamento separa.
    É o teu lado vs o meu lado que tem razão.
    O julgamento é dualidade. Só há o certo, e o errado.
    Não há pontes… apenas lados opostos.

    O amor une e aproxima.
    Dá espaço para crescer, para sermos autênticos e para sentirmos que somos verdadeiramente merecedores de amor. Dá espaço para a paz florescer.
    O mundo precisa de unidade e compreensão, hoje mais do que nunca.

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    Amar quando custa mais… e é mais preciso.

    Noto logo quando vou buscar o pequeno catita à escola e ele teve um dia pouco catita.
    Assim que me vê transforma-se em miúdo-cacto. Irritado, mais isolado, não tem paciência para nada, está em ponto rebuçado. HUMPF!!!
    Reage emocionalmente a coisas pequeninas, como ao semáforo ter acabado de ficar vermelho, ou em vez de pão com manteiga ter encontrado uma banana na lancheira. HUMPF!!!
    Para mim, tudo isto é um sinal de que ele está a precisar de uma dose extra de amor, e eu de uma dose extra de paciência.
    Dou-lhe tempo, espaço e fico ali a olhar para os picos que saltam em todas as direcções. Aos poucos, à medida que ele permite, começo a brincar com ele. Ouvimos música, dançamos no carro, cantamos desafinados até que ele se sente preparado e começa a falar do que lhe pesa no peito.
    O mais importante que aprendi nestas situações, foi a não levar a peito as coisas que ele diz, mas a ouvir o que está escondido atrás dos seus picos afiados “Ama-me mamã. Hoje preciso mesmo e esta é a minha forma de pedir.”

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    Quando dói, observa.

    Temos tendência para fugir do que vem com uma onda de desconforto. Do que incomoda, e dói.

    Tentamos logo procurar responsáveis e culpados, para resolver a coisa rapidamente e tirá-la da frente. Ou então, somos logo super mega positivos e fugimos dali a sete pés com purpurinas, arco-íris e frases inspiradoras.
    Queremos soluções rápidas, processos com 3 passos, e um final feliz. Um filtro que torne tudo brilhante e instagramável.

    Olhamos para fora, evitando a todo o custo olhar para dentro.

    Quando o meu filho não me ouve, dói. Quando o meu filho não me obedece, dói. Quando o meu filho diz que não gosta de mim, dói. Quando o meu filho está triste, dói. Quando o meu filho já não precisa de mim, dói.

    Tantos botões internos que são carregados quando somos pais. Vários ao mesmo tempo…Tantas oportunidades.

    Só hoje, experimenta em vez de fugir, observar. Parar e olhar para dentro, sem filtros. Coloca a tua atenção no que realmente está lá escondido, dá-te a oportunidade única de o trazeres à consciência, em vez de estares pres@ num infindável ciclo de dor e reação que corrói, dia a dia, a relação com o teu filho.

    Pausa e observa. Respira, e fica lá um bocadinho. A mudança começa aí✨.

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    Mais amor.

    É preciso mais AMOR.

    Mais amor nas relações, na aceitação, na compreensão, na comunicação, na presença.

    Mais amor no mundo profissional, mais empatia, mais reconhecimento, mais igual valor.

    Mais amor por nós, mais autocuidado, mais autoestima, mais autovalorização. Mais amor na forma como falamos connosco.

    Mais amor pela Vida, pelo planeta e pelo ser humano que está à tua frente.

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    DEIXEM-ME CHORAR!

    Entrei no elevador, um elevador grande, de um prédio grande, cheio de espelhos grandes.
    Em cada piso, vários consultórios, muitos médicos, muitas batas e muitas coisas desconhecidas e assustadoras. Ele não tinha mais de 5 anos, escondido atrás da mãe. Já o tinha visto antes de entrar. Reparei como estava assustado. Tinha o corpo retraído, os olhos colados no chão e o soluço preso na garganta. Antes do piso 1, começou a chorar. Era um choro encolhido, sem espaço, que não libertava todo o turbilhão interior. A mãe começou a pedir para ele parar. Schhhh! Schhhh! Como se o choro fosse uma falta de educação. Algo não permitido e incomodo. O rapazinho tentava engolir o próximo soluço, mas todo o corpo pedia um choro profundo. Todo o corpo pedia uma forma saudável de expressar o que ia dentro dele.
    Sem aviso, a mãe virou-se para mim e pediu desculpa. Pediu-me desculpa por o filho estar assustado, e a chorar. Hã??? Nunca ninguém me pediu desculpa por ter a música alta demais, por atirarem um papel pela janela do carro, ou por passarem à frente só porque lhes apeteceu. Coisas que para mim fariam algum sentido serem seguidas de um “Desculpe”. Mas ali… fiquei atónita. Quando voltei a ter reação disse “Não tem de pedir desculpa, chorar faz bem. Todos precisamos de chorar.” Desta vez, foi ela que ficou atónita.
    Para grande alívio da senhora, chegaram ao seu destino, não fosse eu desatar a chorar no elevador. Pisquei o olho ao rapazinho, continuei o meu caminho mas o episódio ficou comigo. Fiquei a pensar na forma como lidamos com o “CHORAR”. Quando vem do bebé, encaramos como uma forma de comunicação, um pedido de ajuda, algo que devemos amparar emocional e fisicamente. No entanto, parece que com sorte só podemos chorar no máximo até aos 6 anos…
    Quando o meu filho entrou para a primária, de um dia para o outro, o cenário mudou. Logo nos primeiros dias de aulas, no meio das suas intermináveis corridas, espatifou-se no recreio. Quando o fui buscar, estava arranhado de cima a baixo. Claro que quando me viu, apesar do episódio ter acontecido algumas horas antes, voltou a chorar. Uma descarga emocional natural perante um adulto de referência. A auxiliar veio logo explicar com ternura “Já lhe disse que não é preciso chorar, que ele agora está na primária e já é crescido.” Hã??? “Curioso, eu tenho quase 40 anos e choro sempre que preciso. Já não chora?” perguntei com um sorriso. Auxiliar atónita do outro lado.
    Não percebo porque há tamanha diferença na aceitação do riso e do choro. São os dois fundamentais para digerir emoções e expressar sentimentos. Os dois estão ligados como o sol e a chuva. Cada um com funções distintas mas igualmente importantes. A sua dança alternada cria o equilíbrio e, como no arco-íris, podem aparecer juntos no maravilhoso chorar a rir.
    O choro acompanhado (quando a criança está a chorar mas sente-se totalmente apoiada) é profundamente curativo, ajuda a libertar tensão, medo, frustração, raiva, tristeza. A criança sabe que está segura para entrar em contacto com essa parte mais escura e lamacenta, que nós estamos ali, mesmo à mão. Essa segurança permite-lhe lidar com emoções peludas e crescer emocionalmente.
    Não chorar não significa que está tudo bem. Significa que há um mar de lágrimas preso numa barragem que vai enchendo em vez de a água ir fluindo para onde precisa. Nunca peças desculpa por chorar. É esta água salgada e doce que nos faz ser humanos.

    “Do not apologize for crying. Without this emotion, we are only robots.” Elizabeth Gilbert

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
    Ler também:
    CHORAR É O MELHOR REMÉDIO
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