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growth mindset

    A imperfeição é perfeita

    Somos educados para fazer tudo bem. Para não errar, para não falhar.
    Na escola apenas os erros são apontados, a vermelho vergonha.
    Aprendemos desde cedo que errar não é bom. Que temos sempre de tomar as decisões certas, à primeira.

    Agora imagina se os grandes inventores tivessem medo de errar. Se os cientistas nunca arriscassem algo novo, com medo de falhar. Imagina a quantidade de coisas que existem hoje na tua vida que são fruto de tentativa e erro, tentativa e erro. Imagina quanto é fruto da imperfeição, da singularidade, da tentativa, da resiliência, do acreditar.
    As maiores memórias que o teu filho vai ter de ti não vão ser do pai perfeito, mas do pai real e humano, tal como ele. É a nossa imperfeição que nos torna humanos, que nos une e que nos inspira. Se deixares, é essa imperfeição que te vai levar a aventuras únicas cheias de perfeitas imperfeições.

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    ERRAR É CATITA

    Sempre fui muito exigente comigo e com os outros. Ensinaram-me desde cedo que o erro era algo negativo e a evitar. Algo para fugir a sete pés.

    Este facto era reforçado na escola quando num teste marcavam a vermelho, com redobrada determinação, o que estava errado. Apenas o que estava errado era notado. Éramos levados a acreditar que nós somos o último erro que cometemos.  

    As estratégias passavam por fazer TUDO para evitar errar, (como se isso fosse possível). Durante muitos anos, enquanto crescia, era esse o meu foco. Essa era a base do ensino e da educação, tal como hoje ainda é. 

    Quando escolhi mudar a minha relação com o erro, decidi inscrever-me numa aula onde certamente iria ser uma das PIORES alunas da turma. Inscrevi-me na dança do ventre, para enfrentar os meus erros de frente e com jogo de cintura.

    Todos para a direita… e a Joana para a esquerda. Todos para a esquerda… onde é que está a Joana??? Nunca me diverti tanto. Nunca errei tanto. Nunca aprendi tanto.

    Foram anos incríveis de aprendizagem sobre mim, sobre os meus limites, auto-julgamentos e sobre a importância que dava aos julgamentos dos outros.

    Hoje vejo o erro com outros olhos. Aprendo com ele. Cresço com ele. Noto o que tenho de treinar mais, o que tenho de organizar mais, o que tenho de largar mais, o que tenho de fazer de forma diferente.

    Os erros fazem-nos crescer, se os deixarmos. Mas essa aprendizagem só é possível, se formos gentis enquanto crescemos, tal como fomos com os nossos filhos enquanto aprendiam a dar os seus primeiros passos. 

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