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Intenções

    MINDSET DE VIDA

    A nossa atitude, ou mindset, perante Vida define em grande parte a forma como a vivemos.

    A autora Carol Dweck tem um trabalho de investigação muito interessante sobre os diferentes mindsets e a sua importância para cumprirmos, ou não, o nosso potencial. Ela define o growth mindset como o motor interno que nos leva a investigar mais, a treinar mais e a aprender com todas as experiências. Um caminho gradual para a felicidade e para o sucesso.

    A forma como falamos da Vida, e a vivemos, representa o filtro que passamos aos nossos filhos.

    Podemos ensinar-lhes que a Vida é difícil, cheia de armadilhas e dificuldades. Ou que é infinita de oportunidades, caminhos e desafios para crescer. Pode estar contra nós, ou connosco.

    Qual é o teu filtro, de amor ou de medo?

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    Como vês o teu filho?

    Rega o que queres ver crescer. Rega com palavras, com acções e principalmente através da forma como olhas para os teus filhos. Vê o melhor neles, para que eles consigam fazer o mesmo.
    Imagina o que pode fazer pelo nosso futuro uma geração de pessoas sábias, gentis e humanamente catitas.

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    Receber o que lhes pesa no coração.

    Nem sempre as coisas que racionalmente assim justificam, são as que mais pesam no nosso coração.

    Pode não pesar nada para nós adultos, e pesar muito no coração dos mais pequenos. As crianças precisam de um terreno seguro para dizerem o que vai dentro delas. O que lhes pesa, e contamina a sua alegria natural.

    A forma como recebemos deles as confissões mais peludas, traça caminho para nos contarem mais e correrem para nós quando precisam. Ou para se calarem com medo do julgamento, e do nosso dedo acusador.
    Eu tenho um truque catita que quero partilhar contigo. Uso-o como pausa interna, e como lembrete do que para mim é realmente mais importante naquele momento. Cada vez que o pequeno catita vem contar-me alguma coisa, mesmo que seja que fez uma daquelas asneiras que me faz saltar a franja, eu digo de olhos colados aos dele … “obrigado por me teres contado”. Obrigado por teres confiança em mim, e na nossa relação para contares uma coisa tão difícil para ti. Obrigado por partilhares o que te pesa, para juntos dividirmos a carga.
    Porque o mais importante é que contes comigo. Sempre.

     

    Lê também “O ping-pong parental. A importância de saber ouvir os nossos filhos sem interromper.”
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    QUE PAI QUERES SER?

    Diz-me, que qualidades no teu filh@ queres ver crescer?
    Aceitação? Cuidado? Respeito? Integridade? Empatia? Tolerância? Pensamento inovador e crítico? Resiliência? Responsabilidade? Partilha? Paciência? Auto-cuidado? Motivação? Dinamismo? Colaboração? Não-julgamento? Curiosidade? …
    Sabes, as crianças aprendem pelo exemplo e não pelas palavras que ouvem. Constroem as suas crenças e valores à medida que observam. De olhos bem atentos e coração bem aberto.
    Pensa. Que pai e mãe tens de ser para inspirar que essas qualidades floresçam? Para que eles se sintam bem na sua pele, e tenham relações saudáveis cheias de respeito mútuo.
    Para que o seu lado HUMANO seja regado, e que eles sintam que somos todos um, e não uns contra os outros.

     

    Mais sobre intenções e mapas de navegação no artigo MAPA DE NAVEGAÇÃO PARA PAIS.
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    O Segredo para um Futuro com qualidade(s)

    Certas qualidades dos nossos filhos que tornam a nossa vida de pais muito mais “desafiante”, são qualidades essenciais a ter na idade adulta. Se as abafamos quando eles estão a crescer, como podemos esperar que as tenham mais tarde?

    Como pai, posso ajudá-los a serem assertivos e não agressivos na comunicação. A serem independentes e com relações sólidas à sua volta. E, a terem uma grande força de vontade com teimosia qb, aliada ao pensamento crítico e à autoconsciência.
    Dia 31 de Março em Lisboa, aprende como fazer tudo isto no curso da Mãe Catita “O Grande Segredo do Comportamento”.
    Mais informações em maecatita@gmail.com  Até lá pais catitas! ❤️

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    Feliz Ano Cheio de Novas Oportunidades!

    Quando começamos queremos mudar tudo! Estamos cheios de objectivos, intenções ambiciosas que passado uma semana parecem pesar mais do que ajudar. Como posso realmente trazer uma mudança estruturada para a minha relação com o meu filho?
    1 – Em vez de querer mudar tudo ao mesmo tempo, dá micro passos. São pequenos, poderosos e vão dando uma crescente noção de conquista.
    2 – Cria algo que aos poucos vai fazendo parte de ti. Não te foques apenas no resultado que queres obter, mas no pai que queres ser.
    3 – Tem compaixão por ti nos dias menos bons. Troca os “eu sou sempre a mesma coisa” por “amanhã tento outra vez”. Sê o teu melhor amigo, e não o teu crítico mais feroz.

    O teu micro passo para este mês, é respirar fundo 3 vezes antes de reagires a algo que o teu filho fez, não fez ou disse. Experimenta por 21 dias consecutivos, o tempo necessário para mudar um hábito.

    Faz 21 quadradinhos para ires marcando o teu progresso diário. Dia a dia, nota com curiosidade as diferenças e sê gentil contigo na tua evolução.
    Desejo-te um novo ano cheio de oportunidades para desenvolveres as tuas pai-ferramentas, e ajudares o teu filho a desenvolver as suas competências para o futuro.

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    MIÚDOS PERFEITAMENTE IMPERFEITOS

    Sabem quando temos uma pequenina, minúscula, micro borbulha na cara e sempre que nos olhamos ao espelho SÓ vemos aquela ENORME inegavelmente florescente borbulha?
    Ou naquele dia que fazemos um jantar espetacular, delicioso, quase épico que deixaria o Gordon Ramsay feliz e aquele convidado apenas diz “Hum, encontrei uma espinha!”??
    Ou quando o nosso filho tem um teste daqueles bem difíceis para o qual estudou imenso e ouve “Podias ter tido uma nota melhor!” Até podia… mas acabou de ficar sem vontade nenhuma de estudar nos próximos 20 anos.
    Queremos o melhor para os nossos filhos. Queremos que eles conquistem o mundo e sejam felizes. Mas às vezes, sem querer, colocamos o mundo nas suas costas quando pretendíamos exactamente o oposto. Este foco no valor deixa-os atados num “Fixed Mindset”, onde têm tendência para se sentirem alienados e ansiosos. Ficam presos nos resultados, no desfecho. No porquê?
    Acham que a sua inteligência está determinada à nascença e que encontrar obstáculos apenas significa que não são assim tão inteligentes. Acham que não podem evoluir e que, mais cedo ou mais tarde, toda a gente vai perceber isso. As dificuldades não são encaradas como oportunidades de crescimento e o sucesso dos outros deixa uma nuvem escura na sua confiança. Receosos dos erros que vão cometer mesmo antes de eles aparecerem, fogem de situações difíceis a sete pés. E, como a energia vai para onde vai a nossa atenção, a probabilidade de os erros acontecerem é maior. Então mas eu li um post anterior que dizia que podemos aprender com os erros!” Podemos, mas quando os encaramos como positivos e focos de aprendizagem e não como buracos fundos onde nos queremos enfiar porque desiludimos o mundo e os nossos pais.
    
Então, como posso ajudar o meu filho a ir mais longe e a desenvolver vontade de aprender?
    Primeiro, é preciso confiar. Confiar nas capacidades da criança, confiar na evolução natural do aperfeiçoamento das ferramentas que ele tem à sua disposição. Confiar no amor que temos por eles e eles por nós. Dar-lhes responsabilidade e tempo. Principalmente valorizar o seu processo e reconhecer o seu esforço.
    No caso do teste, podemos referir o esforço e dedicação com que estudou, como aprendeu imensas coisas novas que não sabia. Como evoluiu em relação ao teste anterior e perguntar se poderia ter feito alguma coisa diferente na forma como estudou. Mostrar disponibilidade se ele precisar de ajuda e, deixá-lo definir a forma como acha mais adequado preparar o seu plano de estudo para o próximo teste (responsabilidade). Focar a atenção no como?
    Quando valorizamos o esforço em vez do resultado, as crianças ficam motivadas e desenvolvem um “Growth Mindset”, um termo definido por Carol Dweck. Uma vontade de ir mais longe, de aprender com as experiências, de descobrir caminhos novos, de sair da sua zona de conforto e desafiar os seus limites. Vontade de crescerem felizes para dentro e para o mundo. Vontade de explorar caminhos inovadores e de fazer descobertas únicas. Ganham a capacidade de perceber que apenas não conseguem “ainda” e que tudo está à distância de foco, treino e dedicação. Ganham uma força única para se levantarem quando ouvem um grande “não”.
    Aceitar a nossa imperfeição é o ponto de partida mágico para crescer sem parar, para ter mais felicidade na nossa vida e contagiar os outros com a nossa alegria de viver. É o momento em que aprendemos a ser como o bambu que dobra com o vento e não parte. Que é resiliente e apesar de parecer frágil, é imensamente poderoso e adaptável.
    Somos os heróis da nossa própria história e podemos ir muito além dos nossos limites e medos. Fazemos o nosso caminho a cada dia, a cada passo, a cada decisão.
    Se conseguirmos ensinar aos nossos filhos a dançarem na jangada que abana, a valorizarem cada passo que dão, cada descoberta que fazem, cada cm que crescem, vamos dar-lhes a oportunidade única de serem felizes pelo que são e de acederem ao poder ilimitado de um crescimento imperfeitamente feliz.

    Artigo escrito originalmente pela Mãe Catita para a Uptokids
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